Valencia - Ciudad de Las Artes y Las Ciencias

Valencia: visita obrigatória em Ciudad de Las Artes y Las Ciencias

maio 13 2019

Explorar Valência diante de tantas opções exige escolhas, em função do tempo, do clima, do espírito do visitante e, claro, do dinheiro disponível. Nos meses mais frios, a Ciutat Vella e a oferta de ócio cultural e gastronômico das regiões centrais garantem uma agenda mais do que completa.

Durante o calor intenso do Mediterrâneo, as praias e o incrível Parque Nacional de La Albufera com suas paisagens paradisíacas em torno das plantações de arroz, a 12 quilômetros do Centro, proporcionam encontros marcantes com a natureza.

Mas se existe um lugar na cidade que reúne atrações para todas as idades o ano inteiro, faça chuva ou faça sol, é a Ciudad de Las Artes y Las Ciencias. Veja site aqui.

Ciudad de Las Artes y Las Ciencias: marca registrada de Valencia

 

Trata-se da marca registrada de Valência desde a passagem do milênio, um conjunto arquitetônico que trouxe o selo de modernidade que a cidade vinha buscando.

Com a ideia de reproduzir em Valencia o conceito da Cité des Sciences et L’Industrie, de Paris, a Generalitat Valenciana encomendou ao célebre e polêmico arquiteto Santiago Calatrava, nascido em Benimàmet, região noroeste da capital, um projeto que aproveitaria o leito do Rio Turia, desviado da região central e transformado em um imenso parque depois das enchentes do final da década de 1950.

Calatrava – que entre outras criações faraônicas espalhadas pelo mundo é o responsável pelo Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro – dividiu o projeto com o arquiteto madrilenho Féliz Candela e o resultado da obra, inaugurada em 1998, como um avanço da passagem do século, foi muito mais impressionante que seu modelo parisiense, embora tenha passado por várias adequações e interrupções na execução do projeto, incluindo alguns escândalos financeiros.

Ciudad de Las Artes y Las Ciencias: 12 Tesouros da Espanha

Ciudad de las Artes y Las Ciencias, presente no ranking conhecido como ‘12 Tesouros da Espanha’, é composta de sete edifícios, espalhados na vertente sul do antigo leito do Rio Turia.

O primeiro a ser inaugurado, em abril de 1998, foi o Hemisfèric, com planetário e sala de projeções em Imax, construído com a forma de um olho, numa área de 22 mil m².

No ano seguinte, em uma área de 40 mil m², foi a vez do Museu De Las Ciencias Príncipe Felipe, um imponente edifício que reproduz o esqueleto de uma baleia, dedicado às pesquisas científicas, à tecnologia e a projetos voltados à conservação do meio ambiente. O local, porém, abriu suas portas ao público meses depois já que não estava concluído quando de sua inauguração.

Nesse meio tempo, o público passou a ter acesso também a L’Umbracle, um jardim de passagem entre os edifícios.
Já no século 21, em 2002, foi inaugurado o Oceanogràfic, maior aquário da Europa (leia nas páginas seguintes), que se antecipou à abertura do quinto edifício, o Palácio das Artes Reina Sofia, inicialmente projetado para receber acervos, entre os quais uma grande cinemateca, mas depois transformado em ópera. O edifício apresentou problemas estruturais anos depois de sua abertura, e foi fechado para uma ampla reforma em 2014.

O complexo foi completado com a inauguração da Puente Assut de l’Or, um imenso viaduto de 180 metros sobre um vão livre de 155 metros, e com a abertura da Ágora, em 2009, localizada entre a Puente Assut e o Ocenogràfic. Também fechado para uma grande reforma, o edifício que abriga eventos musicais e torneios esportivos, terá depois de concluído uma altura de 80 metros, em forma de elipse.

Visitar a Ciudad de las Artes y las Ciencias é uma obrigação para quem conhecer Valência, embora se necessite de ao menos dois dias inteiros para um tour mais completo. O impressionante complexo arquitetônico e de diversão oferece também áreas de recreação e alimentação, ou seja, é só planejar a estadia.

Os preços das atrações podem ser salgados – entre 8 euros no Hemisfèric, por exemplo, aos quase 40 euros se o visitante optar por um pacote para todos os locais – mas a experiência, seguramente, compensa.

 

Texto extraído da Revista Way.

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